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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Natação e o seu Gasto Energético


Apesar de a natação como atividade recreativa e de sobrevivência esta presente desde os primórdios da humanidade, esta enquanto competição requer uma análise diferenciada. A natação competitiva é um esporte composto por provas de duração e distância variadas (50 a 1500m; 22s a 16min) e diferentes estilos (livre ou crawl, costas, peito e borboleta) oficialmente constituindo 32 provas olímpicas.
Quando comparado com outras modalidades, observa-se um gasto energético bastante elevado. Isso é derivado ao dispêndio energético para se manter a flutuação, vencer as forças de atrito corporal, atingir eficiência mecânica, captar globalmente o oxigênio, e adaptar-se à temperatura da água (especialmente em águas frias). Tal é o gasto que um indivíduo, ao nadar determinada distância, gasta cerca de quatro vezes mais energia do que correndo-a.
A adaptação ao meio líquido é sentida de maneira diferente por homens e mulheres. As mulheres possuem uma economia energética cerca de 30% maior pelo fato de possuírem um percentual de gordura maior,contribuindo para a flutuação.
Quanto à necessidade energética de acordo com a intensidade dos treinamentos de natação impõem a seus atletas uma demanda energética extremamente elevada, sendo esta muitas vezes difícil de ser atingida, principalmente no caso das mulheres onde tendem manter um balanço energético negativo.
É importante ressaltar que, em períodos de treinos de muita intensidade e principalmente muito volume, os nadadores dificilmente conseguem adequar à ingestão energética ao gasto energético. Por mais que seja observada uma manutenção da massa corporal, esse débito energético pode levar à perda de gordura subcutânea.
Outro fator que também dificulta a ingestão alimentar adequada é o fato de muitos atletas serem adolescentes. O grande crescimento e desenvolvimento muscular elevam a necessidade energética, tornado ainda mais comum o balanço energético negativo. Ainda, atletas adolescentes podem ter menos oportunidades de comer quando treinos intensos são combinados a uma agenda muito cheia de atividades.
Se considerarmos que em períodos de treinamentos de base e /ou específicos muitos nadadores realizam mais de um treino intenso por dia, é possível verificar que a probabilidade de acontecer uma depleção de glicogênio crônica é bastante grande. Essa depleção crônica certamente influenciará no desempenho tanto nos treinos quanto nas competições próximas a esse período. Dessa forma a refeição ou lanche realizado antes dos treinos também devem ser planejados com cautela para evitar a possibilidade de desconforto gastrintestinal induzido pelo exercício. Deve-se atentar ao tempo disponível para a refeição, sendo que, em caso de um de um intervalo menor do que 3h, prioriza-se a realização, de lanches relativamente leves, ricos em carboidratos e com um baixo teor de fibras, gorduras e laticínios. Esse tempo pode variar entre atletas, sendo necessário avaliar a tolerância individual de cada um.
O consumo de alimentos ricos em carboidratos imediatamente após o treinamento é extremamente interessante para o reabastecimento dos estoques de glicogênio. Nesse momento é importante a atenção para a quantidade de carboidratos a ser consumida do que para o tipo de carboidrato.

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