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sexta-feira, 18 de março de 2011

ALERGIA A PROTÉINA DO LEITE DE VACA (APLV)

Essa alergia ocorre principalmente nos três primeiros anos de vida, desaparecendo por volta dos quatro anos, e sendo ainda mais raro em adolescentes.
       A maior causa que pode ser apontada é a inclusão muito precoce do leite de vaca e fórmulas infantis na alimentação da criança, em detrimento do leite materno. A imaturidade do aparelho disgestório e do sistema imune, comum nessa faixa etária, são fatores importantes para o desenvolvimento da APLV.
     Entretanto, mesmo através do leite materno o recém-nascido pode entrar em contato com a proteína do leite de vaca. Portanto é extremamente importante as mães prestarem atenção na sua alimentação e no surgimento de sintomas no bebê. Os sintomas são vômitos, dor abdominal, diarréia, flatulência, presença de sangue nas fezes e dermatites (vermelhidão na pele, aparência de “pele grossa”), podendo desencadear outros processos alérgicos como asma e eczemas.
       O surgimento desta doença se dá não só pela presença da proteína do leite de vaca, mas também pela permeabilidade da parede intestinal além do fator genético.
       O diagnóstico deve ser criterioso, incluindo além de exames laboratoriais a retirada de todo e qualquer alimento que tenha a proteína do leite de vaca por um curto período, seguida pela reintrodução dos alimentos para observação de sintomas.
            TRATAMENTO

        O tratamento de ambas as doenças requer a retirada do leite de vaca, o que afeta diretamente o aporte de cálcio e prejudica a quantidade de proteínas da alimentação. É importante ressaltar que a retirada desses alimentos sem que haja uma substituição adequada, pode acarretar em consequências graves, principalmente para crianças e recém-nascidos.
       O tratamento diverge um pouco quando a questão são os derivados e produtos que contém na sua formulação o soro de leite, por exemplo. No caso da intolerância à lactose, alguns derivados são bem aceitos, como os iogurtes por exemplo. Algumas medidas, como acrescentar achocolatado ao leite, pode amenizar os sintomas, além da opção de substituir por produtos que tenham um teor reduzido de lactose. Medidas como a prescrição de cápsulas de lactase, podem fazer parte do tratamento, de acordo com a conduta de cada profissional.
           Na APLV deve ser excluída TODOS os derivados e produtos como achocolatado, biscoitos doces, e todos os produtos que apresentem soro de leite, leite em pó e demais ingredientes oriundos do leite, inclusive da alimentação da mãe, no caso de amamentação. Portanto, é imprescindível que se leia os rótulos do alimentos, antes da compra.
         Vale lembrar que em alguns casos ambos os agravos podem ser temporários, e que as informações contidas aqui têm caráter educativo, sendo que um médico e um nutricionista devem ser procurados para uma avaliação individual.

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