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terça-feira, 29 de março de 2011

Nutrição e Crianças esportistas


É muito comum em nossa sociedade o incentivo a atividade física seja por caráter obrigatório como é feito na escola, ou até mesmo pela vontade dos pais. A população tem consciência da importância de incentivar as crianças a praticarem atividades físicas, no entanto a maioria deles esquece que a nutrição para crianças esportistas exige uma maior disponibilidade de energia destinada a quem pratica exercícios físicos.
Nessa fase o desenvolvimento físico e mental é intenso, e os pais são os principais responsáveis pela formação dos hábitos alimentares é importante incentivar o consumo de verduras, legumes e frutas; assim como também a variedade alimentar deve ser preservada incluir peixes ao invés de somente carne vermelha é uma boa opção, fracionar a dieta também é importante para que a capacidade gástrica não seja afetada.
Para a elaboração de uma dieta não só para crianças, mas para qualquer praticante de atividade física faz-se necessária uma avaliação nutricional que deve ser realizada por um nutricionista, nesta avaliação será levados em consideração diversos aspectos individuais da criança uma avaliação antropométrica e física também serão necessárias. Outro fator a ser observado durante a avaliação nutricional é a intensidade e duração do exercício, além de aspectos fisiológicos e metabólicos do indivíduo, portanto a dieta deve ser exclusiva para determinada criança.
A dieta elaborada para a criança deverá contemplar todos os nutrientes necessários ao seu crescimento normal bem como as exigências do esporte praticado. A importância de uma boa nutrição para crianças esportistas está no fato de que uma nutrição adequada garante um bom desempenho esportivo além de evitar problemas na saúde do atleta pela ausência de determinados nutrientes. É importante manter-se atento também a hidratação do organismo, a criança atleta deve consumir uma grande quantidade de líquidos para manter o corpo sempre hidratado.

terça-feira, 22 de março de 2011

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR

Algumas mudanças básicas precisam ser feitas logo no início de uma reeducação alimentar para redução de gordura corporal. Se você está com vontade de emagrecer ou aumentar sua definição muscular, precisará se organizar e se motivar para fazer algumas alterações necessárias. Um resultado mais rápido exige alguns cortes mais drásticos. Tome nota:
1-       Consuma refrigerantes e bebidas alcoólicas com menos freqüência. Ambos possuem alto valor calórico, o que facilita acúmulo de gordura corporal, então, se você tem o hábito de ingerir muito esse tipo de bebidas, terá que diminuir. O mesmo vale para milk-shakes, leite integral, vitaminas com muito açúcar, sucos cheios de açúcar, etc.
2-       Finais de semana: ao exagerar na comida nesses 2 ou 3 dias, você coloca todo o plano da semana a perder! Então, não adianta seguir uma dieta correta e ao chegar nos finais de semana, comer o triplo. O corpo irá armazenar ainda mais calorias e gordura. Então, reduza as quantidades e evite os alimentos não-saudáveis;
3-      Não pule refeições! É um grande erro pensar que ficar muitas horas sem comer irá emagrecer! Pelo contrário, o metabolismo fica mais lento, você pode ter perda de massa magra e exagerar nas refeições que fizer. Então, fracione sua dieta e faça de 5-6 refeições pequenas ao dia;
4-      Não faça dietas radicais, do estilo: “Emagreça 10kg em 10 dias”, “Dieta do chá”, “Dieta do abacaxi”, etc. Esse tipo de alimentação causa desnutrição, perda de água, de massa magra, fraqueza, irritação e após uns dias, o peso eliminado volta com força total. Então, programe-se e entre num programa de reeducação alimentar
5-      Evite frituras! Hoje em dia a maioria das pessoas tem o hábito de comer muitas frituras ao longo da semana, então, reduza qualquer tipo de alimento frito de seu cardápio;
6-      Reduza drasticamente o consumo de açúcar e industrializados com muito açúcar, gordura e sal. Eles são os principais vilões da “barriga” indesejável! O ideal é evitar alimentos do tipo: bolachas, salgadinhos, comida congelada, embutidos, balas, doces em barra, chocolate, bolos prontos, frios gordurosos e massas com molhos pesados;
7-      Pratique exercícios! Só assim para potencializar o resultado da queima de calorias, sentir-se mais bem humorado e aumentar sua auto-estima!
8-      Cuide do seu emocional. Na maioria dos casos de obesidade, compulsão alimentar ou outros distúrbios, a origem do problema é emocional (ansiedade, depressão, desmotivação, baixa auto-estima, etc.), então, procure uma forma de cuidar e melhorar o estado emocional;
9-      E por último: tenha paciência e não desanime. Nem sempre o resultado vem rápido como gostaríamos, porém, pense que você está no caminho certo para atingir seu objetivo ao mudar seus hábitos.
Essas são algumas diretrizes básicas para te ajudar na hora de melhorar sua alimentação

sexta-feira, 18 de março de 2011

ALERGIA A PROTÉINA DO LEITE DE VACA (APLV)

Essa alergia ocorre principalmente nos três primeiros anos de vida, desaparecendo por volta dos quatro anos, e sendo ainda mais raro em adolescentes.
       A maior causa que pode ser apontada é a inclusão muito precoce do leite de vaca e fórmulas infantis na alimentação da criança, em detrimento do leite materno. A imaturidade do aparelho disgestório e do sistema imune, comum nessa faixa etária, são fatores importantes para o desenvolvimento da APLV.
     Entretanto, mesmo através do leite materno o recém-nascido pode entrar em contato com a proteína do leite de vaca. Portanto é extremamente importante as mães prestarem atenção na sua alimentação e no surgimento de sintomas no bebê. Os sintomas são vômitos, dor abdominal, diarréia, flatulência, presença de sangue nas fezes e dermatites (vermelhidão na pele, aparência de “pele grossa”), podendo desencadear outros processos alérgicos como asma e eczemas.
       O surgimento desta doença se dá não só pela presença da proteína do leite de vaca, mas também pela permeabilidade da parede intestinal além do fator genético.
       O diagnóstico deve ser criterioso, incluindo além de exames laboratoriais a retirada de todo e qualquer alimento que tenha a proteína do leite de vaca por um curto período, seguida pela reintrodução dos alimentos para observação de sintomas.
            TRATAMENTO

        O tratamento de ambas as doenças requer a retirada do leite de vaca, o que afeta diretamente o aporte de cálcio e prejudica a quantidade de proteínas da alimentação. É importante ressaltar que a retirada desses alimentos sem que haja uma substituição adequada, pode acarretar em consequências graves, principalmente para crianças e recém-nascidos.
       O tratamento diverge um pouco quando a questão são os derivados e produtos que contém na sua formulação o soro de leite, por exemplo. No caso da intolerância à lactose, alguns derivados são bem aceitos, como os iogurtes por exemplo. Algumas medidas, como acrescentar achocolatado ao leite, pode amenizar os sintomas, além da opção de substituir por produtos que tenham um teor reduzido de lactose. Medidas como a prescrição de cápsulas de lactase, podem fazer parte do tratamento, de acordo com a conduta de cada profissional.
           Na APLV deve ser excluída TODOS os derivados e produtos como achocolatado, biscoitos doces, e todos os produtos que apresentem soro de leite, leite em pó e demais ingredientes oriundos do leite, inclusive da alimentação da mãe, no caso de amamentação. Portanto, é imprescindível que se leia os rótulos do alimentos, antes da compra.
         Vale lembrar que em alguns casos ambos os agravos podem ser temporários, e que as informações contidas aqui têm caráter educativo, sendo que um médico e um nutricionista devem ser procurados para uma avaliação individual.

quinta-feira, 17 de março de 2011

CUIDADO COM A MEDIDA DA SUA CINTURA!


Entre os brasileiros, a circunferência abdominal dos homens não deve passar a marca de 102cm e das mulheres 88cm. É cada vez mais freqüente entre os brasileiros, e se tornou um caso de saúde pública.  É que o acúmulo de gorduras ao redor da cintura está ligado a vários problemas sérios como: diabete, colesterol, pressão alta, com a população vivendo mais, é outro ponto preocupante.
As células que armazenam a gordura entre os órgãos do abdômem desregulam várias funções do seu organismo. Elas podem migrar para o fígado, atrapalhando o trabalho desse órgão e levando-o a jogar mais glicose na corrente sanguínea. O pâncreas, então, passa a secretar o hormônio  insulina alucinantemente, até cair de cansaço, uma fadiga que abre as portas para o diabete tipo 2. O efeito dominó continua e interfere no equilíbrio de sódio nos rins, com isso a pressão arterial tende a subir favorecendo infartos e derrames. Apostar na reeducação alimentar e nos exercícios para acabar com a barriga mesmo que você esteja dentro do peso é uma forma segura de prevenir várias doenças. Ficar com a cintura na medida é mais do que pensar na beleza ou até mesmo na autoestima:é uma questão de saúde.

quarta-feira, 16 de março de 2011

ALIMENTAÇÃO INFANTIL

A infância é o período em que nossos hábitos alimentares estão sendo formados. Na alimentação da criança, a adequação nutricional é de suma importância, afinal, esta é a fase conhecida pelo intenso crescimento e desenvolvimento. No entanto, outros fatores devem ser considerados quando o assunto é alimentação infantil. O ato de alimentar-se oferece também, inúmeras oportunidades para o desenvolvimento pessoal-social da criança: o comer sozinho, o preferir alimentos, o aprender cores e sabores. Dessa forma são muito importantes o ambiente e o modo que a criança se alimenta, as companhias e sua relação com o alimento. Tais fatores estão diretamente relacionados com a aceitação dos hábitos alimentares, devendo ser praticados de forma ideal, já que são hábitos adquiridos por toda a vida. Os problemas na alimentação infantil podem causar conseqüências ao crescimento e desenvolvimento infantil, podendo até mesmo afetar a vida adulta.



A SEDE É SUFICIENTE?


Após vários anos de recomendação aos atletas e praticantes de atividades físicas que ingerissem quantidades fixas ou o máximo de líquidos (água pura e bebidas esportivas) a cada 15 ou 20 minutos de exercício para evitar a desidratação, tem sido verificado que esta estratégia de reidratação pode ser excessiva ou mesmo prejudicial à saúde das pessoas.
Dados recentes têm demonstrado evidências sobre o crescente número de pessoas que são acometidas pela hiponatremia (baixa concentração de sódio plasmático: valores abaixo de 135mEq) durante exercícios físicos prolongados, devido, sobretudo, à hiperidratação. Observou-se que durante a maratona de Boston de 2002, 13% dos atletas apresentaram hiponatremia e três atletas tiveram concentrações tão baixas de sódio plasmático que corriam risco de morte. Além disso, naquele estudo foi observado que muitos atletas beberam quantidades excedentes de líquidos a ponto de aumentarem o seu peso corporal ao final do percurso da maratona.
Sabe-se que durante o exercício a função renal pode tornar-se alterada. Alguns estudos têm relatado diminuições de 20 a 60% na função renal, com conseqüente aumento na concentração da urina, em situações de exercício competitivas e de laboratório. Neste sentido, uma das possíveis explicações seria que uma ingestão excessiva de líquidos, somada à função renal alterada durante o exercício, poderia ocasionar hemodiluição e deslocamento do excesso de água para o espaço intracelular, que pode ser fatal.
A partir das observações de que a sede não seria eficiente em humanos e de que a desidratação seria o principal risco para os participantes de atividades físicas no calor, a necessidade de reposição ao máximo das perdas hídricas tornou-se estabelecida e difundida nos consensos internacionais. Desta forma, a regra seria: quanto mais a ingestão de líquidos (água e bebidas esportivas) se aproximar da sudorese, menores serão os efeitos da desidratação sobre as funções fisiológicas e sobre o desempenho esportivo.
Em contrapartida, considerando as discussões atuais sobre os possíveis riscos relacionados ao excesso de hidratação durante o exercício, alguns autores têm defendido a efetividade da ingestão de líquidos de acordo com a sede, isto é, ingestão de líquidos voluntária, como estratégia segura de reposição de fluidos.
É importante ressaltar que as recomendações foram criadas a partir de estudos com indivíduos jovens, saudáveis e, muitas vezes, bem condicionados, o que pode dificultar a sua aplicação de forma mais ampla.
Parece-nos coerente que a ingestão de acordo com a sede seja suficiente e mais adequada, pois acreditamos que o sistema nervoso central seja capaz de indicar corretamente o volume de fluido a ser ingerido, a partir de informações por ele integradas sobre todas as demandas do organismo. Além disso, é importante considerar o desenvolvimento do mecanismo da sede como parte do processo evolutivo do ser humano, o qual desenvolveu ao longo do tempo mecanismos diferenciados e perfeitamente integrados para regular o volume e a osmolalidade plasmática, assim como a sua temperatura corporal.

Fonte: Rev. Bras Med. Esporte vol.12 no.6 Niterói Nov./Dec. 2006

Nutricionista- Simone Mª S. Ramos- CRN: 29978