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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alguns Mitos sobre alimentação e Esporte



Apesar de toda preocupação com a saúde e a aparência, uma gama de conhecimentos errôneos em nutrição e fortes tabus alimentares são observados em grupos de diferentes idades. A proliferação de informações falsas e erradas sobre alimentação, nutrição, dieta, controle de peso e exercício é impressionante.
Muitos vão treinar sem comer (ou, caso o treino seja pela manhã, excluem carboidratos, tiram o miolo do pão no desjejum), emendam treinos sem uma reposição adequada de carboidratos com medo de engordar (especialmente à noite) e acham que basta escolher produtos light para ter uma dieta saudável.
São muitos os mitos circulantes, alguns se mantêm ao longo do tempo, enquanto outros duram uma temporada e novos mitos surgem a cada dia. Um dos mais preocupantes é sobre o leite. Divulgou-se que lactose “engrossa” a pele e impede a definição muscular. Por isso, muitos passaram a excluir leite laticínios da alimentação.
Além de boas fontes de proteína, leite, queijos e iogurtes é a principal fonte de cálcio, fundamental para contração muscular e para densidade óssea e prevenção de osteoporose. A ingestão de cálcio e a densidade óssea devem ser acompanhadas de perto nas mulheres, especialmente naquelas amenorréicas,que apresentam menor densidade óssea e aumento no risco de fraturas por estresse.
As gorduras também costumam ser evitados ao máximo, pois se acredita que optar por alimentos sem gordura é saudável. A falta de gordura pode levar á problemas hormonais pelo consumo insuficiente.
O consumo de proteínas sempre fez parte da mitologia da nutrição esportiva. É comum a crença de que os suplementos de proteínas são a principal fonte de energia para o músculo.É como se o treinamento não surtisse  efeito sem a suplementação.
Então antes de tomar qualquer decisão procure um profissional para orientá-lo melhor.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

OBESIDADE E CIRURGIA BARIATRICA


Nos dias atuais, a Obesidade é vista como um problema de saúde pública  atingindo todas as faixas etárias e grupos socioeconômicos e relacionada a vários tipos de doenças não transmissíveis e acúmulo de tecido adiposo. Para falar de Cirurgia Bariátrica, no entanto, temos que saber sobre obesidade. Ela é determinada pelo IMC (índice de Massa Corporal), que é obtido pelo peso em quilogramas dividido pela altura em metros ao quadrado, onde a Obesidade enquadra-se entre 30 e 34,9 kg/m² (classe I), 35 e 39,9 kg/m² (classe II), e mais de 40 kg/m²(classe III, “obesidade extrema”), mais de 50 kg/m² (classe IV, “superobesidade”), ou mais de 60 kg/m² (”supersuperobesidade”).
Pelo fato da Obesidade ser uma doença crônica de causa multifatorial, autores relatam que o tratamento envolve muitas intervenções, como: nutricional, medicamentos antiobesidade e a prática de atividade fisica, no entanto, várias pessoas não respondem a essas intervenções. Nesse caso entra a Cirurgia Bariátrica como um auxílio na condução clínica de alguns casos de obesidade e vem crescendo nos dias atuais. Pessoas ‘candidatas’ para a realização do tratamento dessa cirurgia são: pessoas que possuem o IMC maior que 40 kg/m² ou com IMC maior que 35 kg/m² associados à doenças como: hipertensão arterial diabetes, dislipidemia, apnéia do sono e etc.
Os principais benefícios dessa cirurgia incluem a perda e manutenção de peso ao longo prazo, melhora ou controle das doenças associadas a Obesidade, com consequente melhora na qualidade de vida dessas pessoas; a redução da ingestão calórica e da absorção de nutrientes são os princípios básicos na Cirurgia Bariátrica.
A cirurgia para o tratamento da Obesidade vem sendo utilizada a mais de 50 anos, onde a mais utilizada é a do tipo Fobi-Capella em Y de Roux onde é um técnica mista, ou seja, restritiva e desabsortiva. O restritivo é quando um pequeno reservatório gástrico é criado com o objetivo de diminuir a ingestão de muitas calorias de uma vez; e o desasortivo, onde há também um desvio de intestino delgado (bypass intestinal), objetivando a redução das calorias absorvidas.
Autores enfatizam que a cirurgia também tem seus malefícios, como a intolerância alimentar principalmente à carnes e doces, com maior destaque para carne, que se mantém mesmo após dois anos de cirurgia. Estas intolerâncias podem agravar deficiências nutricionais, incluindo a de vitaminas e a de minerais, e levar a quadros de anemia, desnutrição e perda de massa protéico-somática; entretanto, sobra e incerteza que a cirurgia da obesidade produz insegurança em transformar uma doença pré-operatória em outra pós-operatória e do número grande de propostas técnicas para um mesmo objetivo. Tem-se que refletir mais um pouco sobre a obtenção do emagrecimento por operação na rotina, pois podem ocorrer complicações metabólicas, deseducação dietética, queda de armazenamento de carboidratos, redução do lípide endógeno, redução da glicose do plasma e aumentar a intolerância à mesma, baixa intolerância ao frio e deficiência de vitamina lipossolúvel.
Por isso, antes de qualquer decisão ou atitude, antes e após a realização, é importante o acompanhamento multidisciplinar (médicos,nutricionista, psicólogos, dentre outros) em todas essas fases. 

Referências Bibliográficas:
BARROS, S, P; BERTO, S, P; VAZ, L, M, N. Qualidade em alimentação nutrição. Campinas, Revista Nutrição, v.8, nº 31, out., 2008.

CAMACHO, P, S; GHARIB,H; GLEN, W,S. Endocrinologia Baseada em Evidências. 2ªed. São Paulo: Artmed, 2008.

SHILS, M, E; OLSEN, J, A; SHIKE, M; ROSS, C, A. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9ªed. São Paulo: Manole, 2006.

SILVA, A, L. Cirurgia da Obesidade (Adiposa). Belo Horizonte, v.94, nº6, p.38-41, junho, 2008.